Autor: Maggie Stiefvater
Nº de Páginas: 336
Ano de Edição: 2010
Editora: Agir
Preço: R$39,90 (Compre aqui)
Nota: 10
Livros bons não deveriam ter fim. Eu poderia ficar para sempre os lendo. Esse foi meu primeiro pensamento ao chegar à última página de Calafrio e conseqüentemente ao fim daquele romance. Quero agradecer à Lígia por emprestar o livro e a Julieta por insistir tanto que deixei de lado meu preconceito por lobos e me aventurei nesta leitura.
Grace Brisbane é uma garota normal de 17 anos, tá, não tão normal assim. Quando ela tinha 11 anos foi atacada por vários lobos num bosque próximo à sua casa e conseguiu sobreviver. Após este incidente ela ficou obcecada por aqueles animais, principalmente um em particular. Aquele, de olhos amarelos penetrantes, que ela se lembrava de tê-la protegido no ataque de anos atrás. E que sempre a observava entre as árvores durante o inverno.
Sempre que me contavam que essa estória era sobre uma garota que se apaixonava por um lobo eu ficava tipo “Quê? Isso é zoofilia, ew.” Mas ao ler as primeiras páginas do livro você entende que é um amor platônico totalmente compreensível. Eu te entendo, Grace.
Tudo o que Sam queria era que Grace o reconhecesse na sua forma humana. Que ela olhasse em seus olhos e enxergasse o lobo dentro dele. Até que um dia, um aluno da escola de Mercy Falls é morto por lobos e acontece uma verdadeira caçada no bosque da cidade. A partir daquele dia tudo muda na vida de Grace e Sam. Eles finalmente se encontram, mas o fim está cada vez mais próximo e eles precisam encontrar uma forma de ficarem juntos antes que o inverno chegue.
Os capítulos do livro são narrados por Grace ou Sam, mas não são alternados propositalmente. Apenas aparecem na hora certa para sabermos o que se passa na cabeça dos dois. Alguns capítulos são bem curtos, de uma página apenas. E no topo de cada um diz quem está narrando e a temperatura. Pois a temperatura influi bastante em Sam. Achei bem legal isso.
A estória é totalmente envolvente e sem aqueles trechos forçados ou desnecessários. Grace vive numa rotina, mas a autora não deixou isso influenciar no livro a ponto de deixá-lo cansativo. Foi escrito o que era trivial, sem muitos floreios. Até a descrição dos personagens não é tão caracterizada, deixando tudo por conta da nossa imaginação. E mesmo assim eu chorei como um bebê nos últimos capítulos. Não tinha escrito nada triste nas páginas, mas eu sentia. E quando um livro faz você sentir os personagens é porque ele é bom.
Sam e Grace são obcecados um pelo outro. Mas o romance deles não é meloso e enjoado. Me apaixonei totalmente pelo jeito do Sam. Como Grace diz, ele é bem descolado haha Grace não é aquela personagem chata, burra ou sei lá. Ela é uma garota independente e de atitude. E gostei dela mais do que qualquer outra personagem feminina de outros livros.
Calafrio está sendo adaptado para os cinemas e enquanto lia, eu imaginava que podia ser um filme daqueles bem alternativos tipo “Deixa Ela Entrar” (a primeira versão), talvez porque o cenário seja bem parecido e não tenha tanta ação assim. Porque aí só os fãs assistiriam. Trauma eterno da saga Crepúsculo, oi.
Se você ainda não leu este livro eu realmente não entendo o que você está esperando. Leia!
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