Mostrando postagens com marcador paulo ricardo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paulo ricardo. Mostrar todas as postagens


Filme: Os Smurfs (2011)
| 13 comentários
Nos anos 80 e 90, numa época maravilhosa para os desenhos animados, surgiram os lindos e fofos Smurfs que viviam numa floresta escondida. Eles moravam em cogumelos, fugiam das maldades do "temido" Gargamel e seu gato, Cruel, e cada smurf recebia o nome de acordo com sua principal qualidade ou função. O desenho foi esquecido a partir da entrada do novo século e ficou na memória dos fãs, que hoje estão na faixa dos 20 e 30 anos. Mas nem tudo estava perdido e em agosto de 2011, a Columbia Pictures trouxe para o cinema, em ótima qualidade, um novo filme-episódio. Os Smurfs - O Filme (The Smurfs) traz de volta toda a magia e fofura dos simpáticos smurfs, o filme do diretor Raja Gosnel e estrelado por Neil Patrick Harris, Hank Azaria (Gargamel), Jayma Mays, Sofía Vergara, Tim Gunn mistura personagens reais com personagens computadorizados, tem vozes originais de Alan Cumming, a cantora Katy Perry, Jonathan Winters, Fred Armisen, George Lopez e Anton Yelchin.


Filme: Sucker Punch - Mundo Surreal
| 15 comentários
Quando você for assistir Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch, 2011), tenha a mente aberta e saiba que você verá um filme extremamente diferente e cheio de cenas impossíveis, daquelas que você diz "isso só acontece em filmes". Sabendo isso, você poderá desfrutar um espetáculo visual de deixar o público de queixo caído. Dirigido por Zack Snyder (de Madrugada dos Mortos, 300 e Watchman), Mundo Surreal explora o poder da mente humana de conseguir imaginar um mundo diferente do nosso, um refúgio onde você estará livre dos problemas que está passando.

BabyDoll (Emilly Browning) passou por um acidente que a deixou órfã, e o padrasto à coloca num hospício. Á pedido do padrasto, em cinco dias, um médico irá apagar toda a mente de BabyDoll, e é durante esses cinco dias que ela imaginará um mundo surreal para se refugiar de tudo que ela passa, e junto com quatro amigas, Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens), Sweet Pea (Abbie Cornish) e Amber (Jamie Chung), elas terão que conseguir uma forma de fugir do lugar, usando a imaginação através do mundo novo que BabyDoll criou.

Mundo Surreal é um espetáculo visual incrível, com uma fotografia espetacular, junto com excelentes efeitos especiais e cenas extremamente empolgantes, repletas de ação de deixar o espectador de boca aberta. Não estou exagerando, é pura verdade, e ainda, o diretor conseguiu combinar perfeitamente a trilha sonora com o bordel (uma das imaginações da garota) e as cenas de luta dos personagens; é visto também nas cenas de suspense que antecedem as batalhas. E as músicas não são instrumentais, e sim canções conhecidas como Sweet Dreams (Are Made of This), Where is My Mind, I Want it All, Search and Destroy e Tomorrow Never Knows. Esse detalhe musical é importante, pois é com a música que BabyDoll consegue entrar no mundo surreal. Zack ainda consegue prender a atenção do espectador desde o início, seja com o roteiro, o desenrolar da história, ou com as cenas, que além de impressionar, deixam o espectador tocados com a situação das garotas, além de ter partes chocantes e emocionantes; e ainda reforço que o detalhe musical entram em perfeita sintonia com cada situação. Nas cenas de luta, o diretor usa bastante as cenas em câmera lenta, usadas recentemente em Resident Evil 4 - Recomeço.


O filme tem uma filosofia bastante interessante: usar a nossa imaginação para fugir, ou esquecer, dos nossos problemas da vida real. Várias vezes isso é mostrado em frases que o narrador diz. O roteiro deixa o espectador um pouco confuso, e para aqueles que não entenderam bem, vou tentar explicar da forma que eu entendi: SPOILER BabyDoll está no hospício, e essa é a única parte que seria o mundo real; o bordel e as cenas do mundo surreal, são as imaginações dela. Exemplo disso é o personagem High Roller, que é o cara que passará a noite com BabyDoll, no bordel: ele é o mesmo médico que vai apagar a mente dela no hospício, no mundo real. FIM SPOILERS É um pouco confuso, tendo que prestar bem atenção e ter a mente aberta para entender o filme e suas filosofias. A ideia do filme é criar um mundo na sua imaginação, onde você poderá esquecer os problemas, e nesse mundo, é a saída para você se tornar livre e ser forte o bastante para poder enfrentar os desafios.


Não se assuste se você relacionar o filme com um jogo de videogame; esse detalhe está muito óbvio, tanto visualmente quanto na história e nas missões que as cinco garotas têm que passar. Na primeira imaginação, ela já pensou em fugir do lugar, e ela acaba recebendo cinco tarefas, as missões, para fugir. BabyDoll tem que procurar cinco itens para conseguir fugir, e para cada item, ela entra em um mundo imaginário criado por ela, que fica cada vez mais incrível e em cada missão, ela e suas amigas recebem instruções de um "sábio mestre" antes de entrarem em ação. E por fim, as belas cenas de luta, que dão o tom de videogame final, com os mais diversos tipos de inimigos: dragões, samurais, robôs, homens-robô, de diversos tamanhos e forças.

Apesar de ser um pouco confuso, Sucker Punch - Mundo Surreal é um incrível espetáculo visual, repleto de cenas impressionantes. É o filme de ação perfeito onde o cenário, a trilha sonora, os efeitos especiais e o desenrolar da história, entram em perfeita sincronia. Apesar de ter sentido falta de mais uma cena no mundo surreal, uma cena final, o filme é uma das grandes surpresas do ano, e foi uma pena que não tenha feito o sucesso de bilheteria merecido. E como diz o título do filme, tudo é surreal, desde a história e as simples coisas, até as cenas exageradas e impossíveis de acontecer, então, se quiser assistir Mundo Surreal, tenha isso em mente e veja o filme sem compromisso nenhum, e aproveite os belos cenários e as incríveis sequências de ação que o filme tem.

Review por:






Para conferir mais sobre a sétima arte acesse: http://paulo-am.blogspot.com




Especial Oscar 2011 – Melhor Filme #4
| 3 comentários
Olá, leitores cinéfilos! Amanhã será a grande noite do Oscar e hoje terminamos o nosso especial de melhor filme com as reviews de Paulo Ricardo. No menu lateral tem uma enquete, quem você acha que vai ganhar esta categoria?

Confira as reviews e opine:

O Adeus de Woody
Quando estreou em 1995, Toy Story revolucionou o cinema e a animação, e foi a porta de entrada para um novo modo de fazer desenhos. Eu lembro que tinha 9 anos quando fui assistir no cinema o primeiro filme, e me apaixonei de cara, porque mostra uma história simples mas bem elaborada, sobre um assunto que ninguém tinha pensado antes, e que depois, todos queriam que realmente fosse assim: brinquedos que se mexem e falam. Além disso, Toy Story nos dá uma lição de moral, além de ter personagens extremamente carismáticos, e por isso atrai não só crianças, mas também adolescentes e adultos. Quatro anos depois, é lançado a segunda parte, com novos personagens e nova história. Todos os elementos do primeiro filme estão presentes nessa segunda parte, sendo tão boa quanto o primeiro. Mas a história estava inacabada, e precisava de mais um episódio, quem sabe um episódio final. E onze anos depois, a Pixar lança Toy Story 3 (Toy Story 3, 2010), com grandes expectativas de ser a animação do ano. E foi exatamente isso que aconteceu: Toy Story 3 foi um sucesso de público e crítica, e trouxe de volta todos os elementos dos dois filmes anteriores, com mais personagens, nova história, novas cenas memoráveis e mais lição de moral. 

Andy cresceu e está indo para a faculdade, e agora ele precisa deixar de lado seus brinquedos e seguir com a vida, mas claro, sem abandoná-los. A mãe de Andy pede para ele separar os brinquedos que quer guardar e os que vão para a doação, e claro que os brinquedos dele vão para o sótão, onde ficarão livres e prontos para quando Andy quiser relembrar os velhos tempos. Mas algo dá errado, e, por engano, Woody e seus amigos vão parar em Sunyside, uma creche. Lá, eles conhecem o urso Lotso, que diz que a creche é o melhor lugar para ficar, onde eles nunca serão esquecidos, e sempre terão novas crianças para brincar. Todos adoraram o lugar e a idéia de que poderão brincar para sempre, e todos acham que Andy os abandonou de verdade. O único que não acredita é Woody, que logo descobre que a creche não é bem o que o ursinho disse, e ele tem que resgatar seus amigos antes que Andy vá para a faculdade, e esqueça de vez seus brinquedos. 

Qual a melhor forma para terminar a saga de Toy Story, sem que Andy cresça e que deixe seus brinquedos de lado (da melhor forma possível, claro) para seguir sua vida adulta? Toy Story 3 foi perfeito, e não tinha como fazer melhor, e nem como acabar melhor. Desde a primeira cena, a clássica cena onde Andy brinca com os seus brinquedos, já sabemos que terá muita aventura, ação, diversão, risadas e muita emoção. O filme não tem nenhum defeito e nenhuma coisa errada, e as piadas repetidas têm uma roupagem nova e diferente: Buzz se achando que realmente é um patrulheiro espacial, e Jessie com medo de ser abandonada, além dos ataques eufóricos e preocupados do Rex, por exemplo. Mas o filme nos mostra novas piadas, novos acontecimentos, e novas cenas memoráveis, como a super engraçada cena do encontro de Barbie e Ken, além de ele insistir que não é um brinquedo de menina; mas ele é sim, não? Toy Story 3 é um filme que vai emocionar principalmente adolescentes e adultos que acompanharam a história nos cinemas desde o primeiro longa, quando eram pequenos. O filme toca em assuntos como a amizade, amor, e agora, o adeus e a despedida, que é inevitável, tornando o filme mais melancólico e triste de todos da série. 

Mas a parte triste fica bem para o final, e antes, somos nocauteados com humor e muita diversão, num roteiro que nos contagia de uma forma incrível, embalada em uma excelente trilha sonora, lembrando as outras canções dos dois filmes anteriores. Em Toy Story 3, as aparências enganam, e muito, e assuntos como lealdade, liderança e julgamento pela aparência, estão presentes; e essas são as lições de morais mais presentes no filme. Apesar de o ursinho Lotso ser malvado com Woody e seus amigos, conseguimos ter pena de tudo o que aconteceu com ele, mas claro, até um certo ponto. Depois de tanta aventura, correria, trabalho em equipe, lições de morais, risadas, ação e emoção, chega a parte mais emocionante do filme: a despedida de Andy com seus brinquedos. Aqueles de coração mais sensível, e principalmente aqueles que acompanham a trajetória do trio Andy-Woody-Buz, desde o início, vão se emocionar e chorar com o desfecho mais que perfeito e digno de fechar uma série de filmes mais importantes do cinema. A forma como o diretor explorou essa cena foi espetacular, e é impossível não deixar cair alguma lágrima, ou então, ficar apreensivo com a situação. E mesmo Andy estar crescido, a gente percebe o enorme carinho que ele tem com seus brinquedos, principalmente na cena em que ele analisa a pessoa escolhida, brincando com os outros brinquedos. E quem será que Andy escolheu para cuidar de seus brinquedos? E será que foi Andy mesmo que escolheu?

Toy Story 3 é sensível, emocionante, melancólico, triste, engraçado, repleto de ação e muita emoção, e fechou com perfeição a melhor série de animação da história do cinema. Será que teremos mais um filme? Toy Story 3 foi lançado em cópias 3D, que nem teve muita diferença, e faturou uma enorme bilheteria de mais de U$$ 1 BILHÃO de dólares, sendo sucesso, também, de crítica. O filme está indicado na categoria Melhor Filme e Animação. Melhor filme não vai ganhar, porque COM CERTEZA, e MUITO MAIS QUE CERTO, já vai ganhar o Oscar de Melhor Animação. 

Trio com Bravura Indômita
Para quem gosta do bom e velho gênero esquecido, o Faroeste, os irmãos Joel e Ethan Cohen nos prepararam um excelente filme do gênero: Bravura Indômita (True Grit, 2010), refilmagem do longa de mesmo nome, lançado em 1969. O filme retorna às raízes do gênero, e nos trás um ótimo filme sobre vingança, bravura e dinheiro. Bravura Indômita é estrelado por Jeff Bridges (Indicado ao Oscar), Matt Damon, Josh Brolin e Hailee Steinfield (indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante).

Mattie Ross (Hailee Steinfield) é uma garota durona que teve o seu pai assassinado por Tom Chaney (Josh Brolin). Ela quer vingança pela morte do pai, e contrata o velho bêbado e rabugento Rooster Cogbrum (Jeff Bridges), um oficial da justiça. Ainda se junta a eles, o "Texas Ranger" LaBeouf (Matt Damon), que também está a procura de Tom Chaney. Mattie quer vingança, Cogbrum e LaBeouf querem dinheiro, e juntos, eles partem em busca do assassino, onde eles tem que deixar as diferenças de lado e se unir para conseguir o que querem. 

Nunca me interessei muito pelo faroeste (western), e um dos poucos filmes do gênero que assisti e acabei não achando nada demais, foi o clássico de Clint Eastwood, Os Imperdoáveis (The Unforgiven, 1992). O que me chamou a atenção em Bravura Indômita foi o enredo e como as coisas iam acontecer durante o longa. O roteiro do filme é realmente muito interessante e te prende a atenção desde o início, deixando a gente na vontade de ver o que vai acontecer. E o que ajuda nisso também, são os personagens engraçadíssimos: Cogbrum e LaBeouf tentam ser durões, mas eles conseguem ser bem engraçados, graças a Jeff Bridges e Matt Damon: Cogbrum é um velho que bebe toda hora e acha que é o dono da razão; e Labeouf é um "Texas Ranger"que se orgulha por ter passado necessidades em uma de suas aventuras, e fica se gabando por ser um "Texas Ranger". Jeff e Matt estão ótimos nos papéis, e conseguem com facilidade cativar o público e nos fazer rir, com as brigas que eles têm por se acharem um melhor do que o outro. 

Quem se destaca bastante é a jovem atriz Hailee Steinfield, que interpreta a garota em busca de vingança pela morte do pai. Assim como Jennifer Lawrence em Inverno da Alma, a personagem de Hailee é extremamente madura, e se mostra mais durona e eficiente que os próprios dois oficiais. Desde o início ela se mostra capaz de resolver os problemas, tem língua afiada, corajosa e não cede fácil nas propostas dos outros, se mantendo firme e ganhando a causa no final. Pode-se dizer que ela é a Bravura Indômita do título do filme. Com três personagens ótimos, mérito dos atores, era de se esperar que os três tivessem uma química boa no filme. Mesmo eles sendo um pouco diferentes, cada um aprende um com o outro, e apesar das várias discussões ao longo do filme, eles se tornam "amigos". 

Não se pode deixar de falar da excelente fotografia do filme, mostrando lugares lindos, que passam muito bem a sensação de estar no velho oeste. Além disso, o filme tem um belo final, melancólico, bonito e muito bem planejado pela história do filme, e pelos sentimentos que os personagens tem entre si. No fim, Bravura Indômita é um excelente filme que relembra o gênero faroeste de antigamente, com direitos a batalhas e revanches com arma e tudo. O longa pode ser um grande concorrente ao prêmio de melhor filme, além de ator e atriz coadjuvante; esse último prêmio é muito merecido para a atriz Hailee Steinfield. Mas eu pensei que ia ter um elemento básico dos filmes de faroeste: os famosos duelos entre o vilão e o mocinho, onde apenas um deles sai com vida. Bravura Indômita estreia nos cinemas nessa sexta feira, dia 11 de fevereiro. Uma curiosidade: os diretores Joel e Ethan Cohen não assistiram o filme original, lançado em 1969. Eles não queriam fazer uma cópia do original, e sim uma versão deles baseado no livro que deu origem ao longa original.

Para conferir mais sobre a sétima arte acesse: http://pauloam.blogspot.com



Especial Oscar 2011 – Melhor Filme #3
| 3 comentários
Olá, leitores! Caso você encontre algum erro nas imagens do blog, tente desconsiderar. O ImageShack,site de hospedagem utilizado por muitos blogueiros, resolveu trollar todo mundo.

Gostaríamos de retificar a data do Oscar, será no domingo, dia 27. E por isso, amanhã também terá um especial com mais duas reviews. Votem na enquete ao lado no seu filme preferido :D

A criação do Facebook
Quem é que não tem algum perfil em uma rede social? Seja no Facebook, Twitter, My Space, Orkut. Você já pensou na pessoa que criou essa rede social? Quem ele é, como teve a idéia? O que aconteceu com ele? Como ele está hoje? O filme A Rede Social (The Social Network), dirigido por David Fincher mostra exatamente isso, nos apresentando a forma como foi criado o Facebook, a vida do criador, e tudo o que aconteceu na vida dele para, hoje, ele ser bilionário mais jovem do mundo.

Mark Zuckerberg foi o criador do Facebook, que no filme, é interpretado pelo excelente ator Jesse Eisenberg. Mark "criou" o Facebook em 2003, na universidade de Harvard. Tudo começou quando ele leva um fora da namorada, e decide criar um site para as pessoas votarem em qual garota é a mais bonita. O site teve um acesso muito alto, causando problemas para ele na universidade; mas também chamou a atenção dos irmãos gêmeos Winklevoss, que o convidou para criar um site de relacionamentos dentro do campus. Mark aceitou a proposta, mas não falou mais com nenhum deles, e criou o Facebook, primeiramente chamado de "THE FACEBOOK", junto com seu melhor amigo, Eduardo Saaverin, interpretado pelo futuro homem aranha, Andrew Garfield. Com o lançamento do Facebook e com todo o sucesso que o site fez, os irmãos entraram com um processo contra Mark. Mas não foram só eles que entraram com um processo, e sim também o próprio Eduardo, melhor amigo de Mark. E no filme, é mostrado todo esse processo e tudo o que aconteceu devido à criação do Facebook.

A Rede Social conquistou os críticos dos EUA, e a atuação de Jesse Eisenberg pode lhe dar uma indicação ao Oscar. Não é para menos. Ele se mostra uma pessoa fria, calculista, ambiciosa, sem medo dos processos e de ninguém, mas que no fundo, ele se sente arrependido, mas não demonstra, e nem tem como voltar atrás. O filme não se torna chato em nenhum momento, e a história da criação do Facebook é muito mais interessante do que você pensa. Nela temos, processos, festas, drogas, sexo, vilões e mocinhos, mas que não se pode ter tanta certeza de quem é o vilão e quem é o mocinho. Mas se Mark roubou a idéia dos dois irmãos, ele está errado, certo? Pode até ser, mas ele criou o Facebook para se expandir fora do campus; já a idéia dos irmãos era fazer isso, mas dentro do campus. Então? Quem é que está errado? E a atuação de Jesse Eisenberg é tão perfeita que faz a gente dar razão para ele.

Falando em atuação, não foi só a de Eisenberg que ganhou destaque. A de Andrew Garfield que interpreta o melhor amigo de Mark, e a do cantor Justin Timberlake, que interpreta Sean Parker, que criou uma rede de downloads super famosa, a Napster, que foi a primeira que sofreu processos sobre direitos autorais. Os diálogos dos personagens são rápidos e atrapalham um pouco aqueles que lêem mais devagar nas legendas; mas aos poucos dá para se acostumar. A linha narrativa do filme se mistura no presente, quando Mark está com os dois processos contra ele, e no passado, mostrando desde o primeiro dia que ele começou a planejar o Facebook; e isso torna o filme mais agitado, com mais história e acontecimentos.

E não para por ai. A Rede Social é muito mais do que um simples filme sobre a criação do Facebook; o longa mostra uma história de amizade destruída por dinheiro, ambição, insegurança, caráter e fama, que ganha repercussão até hoje. A Rede Social é um excelente filme e nos passa uma lição de vida: tudo na vida, tem um preço.

Em busca de uma Luz
Inverno da Alma (Winter's Bone, 2010) é suspense misturado com drama sobre uma menina de 17 anos que tem que cuidar de seus dois irmãos pequenos, e de sua mães doente. O filme ganhou vários prêmios de festivais de filmes independentes, e foi adquirindo fama, até chegar onde chegou. Os pontos fortes de Inverno da Alma são as atuações e o cenário do longa.

Ree Dolly (Jennifer Lawrence), indicada ao Oscar, é uma menina de 17 anos que cuida sozinha de seus irmãos e de sua mãe, que é doente. O pai dela está desaparecido, e essa é a questão do filme: Jessup Dolly, que não aparece no filme, usou a casa deles como fiança, e desapareceu. A justiça está a procura Jessup, que não compareceu ao seu julgamento, e com isso, toda a sua família será despejada em uma semana. Ree começa a procurar seu pai, enfrentando as piores pessoas que tem haver com o passado criminoso de seu pai.

Inverno da Alma foca bastante nas ótimas atuações dos personagens, além de do cenário frio e assustador onde a história se passa. Primeiro vamos falar sobre o cenário, que é importante para mostrar como são os personagens. A história se passa no meio do nada, em umas espécies de fazendas bem pobres, durante o inverno. Os personagens moram no campo, em um lugar afastado e sem muito contato com uma civilização decente. Os personagens são violentos, grossos e criminosos, e o maior problema deles é conversar e dialogar. Jennifer Lawrence demonstra frieza, segurança e atitude ao interpretar a personagem Ree, que enfrenta vários perigos, e situações difíceis com seus irmãos: ela passa fome, ensina os seus irmãos a atirar, passa por vários problemas com os vizinhos violentos ao procurar seu pai desaparecido; mas não porque gosta dele, e sim para poder se ver livre do despejamento. O tio dela, Teardrop (John Hawkes), que foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante, é um homem viciado e violento, que não ajuda Ree na procura do pai. A sua interpretação não é tão boa quanto a de Jennifer, e não merece o prêmio; ao contrário da atriz indicada.

O mistério do filme é encontrar o pai de Ree, não importa se ele está vivo ou morto. E pelo rumo que a história leva, Inverno da Alma parecia ter um daqueles finais chocantes e emocionantes; já que muitas coisas assim acontecem durante o longa. O final deixa a desejar, mas não é ruim, é forte e tenso. Inverno da Alma é um ótimo suspense que te prende a atenção, mas é um pouco parado para quem busca um filme com mais ação; até porque, tem muito drama no longa. Inverno da Alma é um filme que mostra o outro lado da superação, um lado mais cruel, digamos, devido toda à situação dos personagens; em busca de uma solução para os problemas. Não é o melhor dos indicados ao Oscar, porém, vale a pena assistir pela atuação de Jennifer Lawrence, e pela bela fotografia.

Reviews por:
Para conferir mais sobre a sétima arte acesse: http://pauloam.blogspot.com




Related Posts with Thumbnails